Hoje, a Fenabrave, associação dos vendedores de veículos, anuncia quantos carros novos foram vendidos em julho, mês que terminou ontem. A Fenabrave deve anunciar um número superior a 350 mil veículos.
Sim, mais de 350 mil carros novos foram vendidos em julho. Trata-se, portanto, do segundo melhor mês da história -- ficou abaixo apenas dos 363 mil veículos vendidos em dezembro de 2010.
Todo esse desempenho se deu por conta, principalmente, da medida emergencial tomada pelo governo em 21 de maio: o Ministério da Fazenda reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as montadoras, e, além disso, liberou R$ 18 bilhões do depósito compulsório mantido pelos bancos no Banco Central (BC) para fortalecer a liberação de financiamento para a compra do carro novo.
O crédito nem liberou tão rápido assim, me disse ontem o empresário Rogélio Golfarb, diretor da Ford e ex-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Mas o IPI funcionou perfeitamente: as montadoras reduziram os preços dos automóveis e, voilá, os consumidores correram atrás.
A medida emergencial termina no fim deste mês: o IPI reduzido vale até 31 de agosto.
Quem quiser carro novo barato tem que correr em agosto...
...mas o Blog já ouviu que a medida pode ser prorrogada por mais dois meses. Não há nenhuma definição, mas estudos do Ministério da Fazenda apontam que a prorrogação por mais dois meses (isto é, o IPI reduzido valeria até 31 de outubro) estimularia ainda mais o setor e, portanto, a economia. Já em novembro e dezembro os incentivos tributários não se fariam necessários porque são meses em que o consumo é tradicionalmente forte.
A conferir.

Um comentário:
Não dá pra não ler isso e pensar em onde vão colocar tanto carro a mais no nosso sistema viário já sobrecarregado há anos. Mas se o importante é manter setores atrasados funcionando porque o lobby é forte... mantemos então.
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