Supertramp, com "Breakfast in America", de 1979, ao vivo em show quatro anos mais tarde.
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Conhecida como música de uma geração nos EUA, "Breakfast in America" veio num período singular do país: naquele ano, toda a frágil popularidade do presidente democrata Jimmy Carter se esvaiu quando o segundo, e mais poderoso, choque nos preços do petróleo fez ruir a economia americana da noite para o dia. Além disso, a União Soviética deu sua última cartada como império, ao invadir o Afeganistão, pressionando os EUA no Oriente Médio. FInalmente, naquele mesmo 1979, os iranianos se insurgiram contra o xá Reza Pahlevi, colocado e sustentado pelos americanos, dando cabo à Revolução Iraniana.
Era o início do fim de uma geração incrível, que começou no pós-guerra, em 1945. Os americanos sangrariam entre 1979 e 1984, período em que o republicano Ronald Reagan venceu as eleições de novembro de 1980, os juros foram elevados para forçar uma recessão na economia e, assim, derrubar os preços, e a guerra na Nicarágua levou mais soldados americanos.
Mas, ao final desse período de transição, a partir de 1985, os Estados Unidos viram sua hegemonia mundial ganhar um novo patamar. Naquele 1985, o Japão e a Alemanha aceitaram o Acordo de Plaza proposto por Reagan para valorizar suas moedas (o iene e o marco, respectivamente), forçando, consequentemente, o encarecimento de seus bens industriais, o que ajudou a impulsionar a indústria americana a partir de 1986. Naquele 1985, também, sobe ao poder na União Soviética o reformador Mikhail Gorbatchev, iniciando a grande revolução que terminaria em 1991, com o fim da URSS. O ano de 1985 marca também o início da geração em que Hollywood volta a ocupar todas as salas de cinema do mundo -- é daquele ano o clássico "De Volta para o Futuro" -- e também a música entra no estágio avassalador, com o início da MTV e dos supergrupos, como Bon Jovi, Mötley Crüe, Metallica, e dos cantores, como Michael Jackson e Madonna, utilizados pelo governo Reagan para massificar a cultura americana.
Já o Supertramp passou a ser o grupo daquela difícil transição, de 1979 a 1984. Antes de 79 eram um grupo de rock progressivo, de pouca expressão em um panteão que tinha Pink Floyd, Yes e Genesis. Depois de 1984 entraram num pop exagerado, onde outros, como Duran Duran, eram melhores.
A geração que cantou "Breakfast in America" durou pouco.

Um comentário:
"Antes de 79 eram um grupo de rock progressivo, de pouca expressão em um panteão que tinha Pink Floyd, Yes e Genesis. Depois de 1984 entraram num pop exagerado, onde outros, como Duran Duran, eram melhores."
Cara, é exatamente isso. Nos anos 1980, praticamente todas as bandas de progressivo mergulharam no pop. Só que, em muitos casos, a piscina estava seca... Em minha opinião, as poucas que fizeram uma transição decente foram Genesis e Yes.
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