O maior fundo de pensão da América Latina é a Previ, dos funcionários do Banco do Brasil (BB). O presidente da Previ, Ricardo Flores, causou tantos transtornos ao governo que, ontem à noite, foi definida sua demissão.
Sim, é o governo federal quem define o presidente da Previ.
Hoje, o ministro da Fazenda levou à presidente Dilma Rousseff o nome de dois possíveis substitutos: Dan Conrado e Ivan Monteiro. Os dois são vice-presidentes do Banco do Brasil, e os dois são apoiados pelo presidente do BB, Aldemir Bendine.
Mantega também se reuniu com o vice-presidente da República, Michel Temer, para tratar da mesma operação. Quer obter o importante apoio do PMDB nessa questão.
A Previ é um barril de pólvora nas duas capitais onde seus tentáculos políticos se estendem: Brasília, onde seu futuro é decidido, e Rio de Janeiro, onde fica sua sede. Por ser o maior fundo de pensão do Brasil, seu poder de fogo financeiro é visto como a menina dos olhos do governo para impulsionar o apoio à projetos de infraestrutura. Por isso seu controle -- e sua pacificação -- é tão importante.
No meio disso estão os pensionistas do Banco do Brasil, cujos benefícios previdenciários dependem da gestão dos recursos aplicados no fundo.

2 comentários:
Adorei o "No meio disso estão os pensionistas do Banco do Brasil". Tragicômico.
Tragicômico porque? Como pensionista não tenho tido do que me queixar não.
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