Há dez dias, Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal (CEF) anunciaram drástica redução em suas taxas de juros. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) foi reclamar ao Ministério da Fazenda. A presidente Dilma Rousseff não gostou, e disse ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que respondesse. Mantega foi duro na resposta, e disse que a Febraban precisava correr atrás, que os bancos privados deveriam cortar suas taxas de juros -- poderiam reduzir seus lucros, em troca.
Os bancos engoliram.
Na semana passada, ainda, o HSBC resolveu ceder e cortar suas taxas de juros.
Ontem foi a vez do Santander anunciar cortes nos juros.
Hoje pela manhã, os dois maiores -- Itaú Unibanco e Bradesco -- fizeram cortes profundos também.
A disputa entre governo Dilma e bancos terminou, por hora.
Dilma ganhou.
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O Blog pode colocar em sua conta de furos jornalísticos a informação antecipada de que os três maiores bancos privados do país iam anunciar cortes nos juros. Ontem pela manhã, publiquei no site do Valor a informação de que Itaú Unibanco, Bradesco e Santander estavam para anunciar cortes nos juros.
Não deu outra!
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Falando em juros, o Banco Central (BC) anuncia hoje, mais tarde, nova redução na Selic, a taxa básica de juros. O mercado aposta em novo corte de 0,75 pontos percentuais, embora tenha economista apostando em um corte de 0,5 ponto.
A Selic está em 9,75% ao ano.
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O Banco do Brasil (BB) viu os efeitos imediatos dos cortes nos juros.
O BB aumentou em 45% a média diária de desembolsos das linhas de crédito pessoal desde que reduziu suas principais taxas de juros, no último dia 12. A comparação foi feita com o resultado de março. Em relação ao crédito para compra de veículos, o BB informa que houve crescimento de 93%, com média diária de desembolso de R$ 21,3 milhões. A linha BB Crediário (crédito ao consumo) apresentou evolução no desembolso de 112%, em comparação com março, com média diária de R$ 1,2 milhão. Os beneficiários e pensionistas do INSS ampliaram em 65% a contratação de crédito. O desembolso diário após o anúncio das novas taxas atingiu R$ 12,5 milhões, contra a média de R$ 7,8 milhões verificada em março.
As linhas de crédito direcionadas aos clientes pessoas jurídicas também tiveram aumento no desembolso. Segundo o BB, foram R$ 2 bilhões liberados desde o início do programa, o que representa 18% de incremento em relação à março. Nesse mesmo período houve elevação de 45% no número de operações contratadas.
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A Caixa também.
A Caixa Econômica Federal informou ontem que também registrou um crescimento no volume de concessões de crédito. Os financiamentos voltados para pessoa física alcançaram R$ 518 milhões nos cinco primeiros dias de vigência do programa, que foi chamado de Melhor Crédito. A cifra representa um avanço de 17% na comparação com a semana anterior ao lançamento.
A base de clientes pessoa física cresceu 11%, de acordo com o banco. Houve aumento também nas concessões para empresas, com um volume 9% superior ao registrado na semana anterior ao início do programa.

3 comentários:
Não falei? Os bancos não eram obrigados a aderir, apenas convidados a fazer isso. É o mercado. Diminui a margem de lucro, mas o ganho é em escala. E tem um efeito colateral: emprestando mais e mais barato, ajuda o país a crescer.
João,
Até que enfim resolveram fazer alguma coisa contra este absurdo que vem ocorrendo ha mais de 20 anos. No governo FHC os maiores bancos tinham ficado com receio antes de divulgarem lucros líquidos de 1 bilhão cada (no fim de FHC), pois já era uma aberração. Quando divulgaram, o PT os metralhou. E continuou subindo. Quando o Lula entrou, a festa continuou. E hoje, passou para 15 bilhões. Sempre com tarifas e taxas de juros muito mais altas que a média mundial, e muito mais altas que a Selic (aliás, sempre foi uma palhaçada culparem a Selic). Não há inflação que explique isso. E os caras ainda tem a cara de pau em falar de custo Brasil, e de reclamar com o governo. Deviam falar em lucro Brasil, isso sim. Banqueiro é a raça mais mesquinha da humanidade. Me surpreendi com a Dilma e Mantega, eles realmente estão de parabéns. Só por isso, a Dilma deveria ser reeleita. Eles fizeram um bem para o país como nenhum outro antes. Aliás, para quem era contra banco público, uma segunda lição (antes já teve a de 2008, quando foram os únicos a dar crédito). O Brasil dá exemplo para o mundo.
Pipus
João,
Mais uma coisa: juros mais baixos não é sinônimo de maior inadimplência, conversa mole que a mão invisível do mercado empurrou via imprensa, em tentativa de continuarem a festança. Não caia neste engodo João, já vi convidados vendidos (a servico dos bancos privados) do programa Conta Corrente falando essas asneiras na cara de pau. Isso é estupidez. Uma coisa é juros baixo, outra é critério de concessão de crédito, e eles sabem muito bem disso. Crédito não é pão de padoca, onde qualquer um entra e compra. Todos os bancos podem e devem negar crédito para quem eles acharem que não irá pagar, e isso não mudará (seria um suicídio se afrouxassem, tipo o que ocorreu no sub-prime). Portanto, o juros mais baixo tem efeito inverso ao que estão falando. Vai abaixar a inadimplência, pode escrever isso. Além disso mais pessoas cm capacidade de pagamento tomarão crédito, fomentando a economia.
Pipus
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