quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Brasil, século 21

Os dois produtos exportados pelo Brasil em 2011 foram minério de ferro e petróleo.

A venda ao exterior de minério de ferro foi 44,6% maior entre 2010 e 2011. Já a exportação de petróleo saltou 33,7%.

Não à toa, o recolhimento de Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas (IRPJ) e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) do segmento de extração de minerais metálicos (basicamente, a Vale) saltou 37% em 2011. O enorme salto foi influenciado, principalmente, pelo recolhimento de R$ 5,8 bilhões em CSLL devida pela Vale à Receita Federal, em junho, depois que a empresa perdeu disputa judicial no Supremo Tribunal Federal (STF).

Mesmo com todo esse salto, o setor de extração mineral representou apenas 1,34% do total arrecadado no ano passado à Previdência Social.

O setor de serviços representou 63,63%, a indústria geral recolheu 34,94% e a construção civil 8,38%.

Evoluímos muito, mas continuamos no mesmo jogo colonial de sempre.

Saímos do açúcar à Inglaterra no século XIX para o café aos Estados Unidos no século XX, chegando hoje ao minério de ferro à China, no século XXI.

Que avanço, né?

4 comentários:

Carlos disse...

Pô João, você já foi mais analítico que isso. A estrutura da economia brasileira de hoje não tem nada a ver com a do século XIX, nem com a da primeira metade do século XX. Não dá pra comparar. Nem isso é causa de 'colonialismo'. A Austrália é um país desenvolvido exportando basicamente commodities.

Não é por aí, ou seja, não é esse o problema. Na atual conjuntura, inclusive, as commodities parecem ser mais é solução. É claro que é desejável que não se exporte petróleo nem minério, e que tudo seja consumido/industrializado localmente, mas não é assim que o mundo funciona. Acredito que o tipo de mentalidade que embasa isso - e que você não adota normalmente - é em parte responsável pelo nosso atraso. Leva a Lei de Informática e outras bobagens retrógradas.

João Villaverde disse...

Já fui mais analítico mesmo, Carlos, ando um caco de tanto trabalhar....

Mas vou reunir forças e responder direitinho seu comentário!

Abs

Dionísio disse...

A tese geral se sustenta. Um bom indicativo é observar as redes de transporte que o comércio do XIX e o atual geraram: redes extrovertidas (nas palavras do Milton Santos), negligência na conexão dos pontos do próprio território. Haviamos rompido com essa lógica durante o período desenvolvimentista, e agora estamos regredindo.

Carlos disse...

É disto que estou falando:

http://www.ocafezinho.com/2012/02/03/os-bons-numeros-do-comercio-exterior-brasileiro/

Abraços,

Carlos

Site Meter