Os dois produtos exportados pelo Brasil em 2011 foram minério de ferro e petróleo.
A venda ao exterior de minério de ferro foi 44,6% maior entre 2010 e 2011. Já a exportação de petróleo saltou 33,7%.
Não à toa, o recolhimento de Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas (IRPJ) e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) do segmento de extração de minerais metálicos (basicamente, a Vale) saltou 37% em 2011. O enorme salto foi influenciado, principalmente, pelo recolhimento de R$ 5,8 bilhões em CSLL devida pela Vale à Receita Federal, em junho, depois que a empresa perdeu disputa judicial no Supremo Tribunal Federal (STF).
Mesmo com todo esse salto, o setor de extração mineral representou apenas 1,34% do total arrecadado no ano passado à Previdência Social.
O setor de serviços representou 63,63%, a indústria geral recolheu 34,94% e a construção civil 8,38%.
Evoluímos muito, mas continuamos no mesmo jogo colonial de sempre.
Saímos do açúcar à Inglaterra no século XIX para o café aos Estados Unidos no século XX, chegando hoje ao minério de ferro à China, no século XXI.
Que avanço, né?

4 comentários:
Pô João, você já foi mais analítico que isso. A estrutura da economia brasileira de hoje não tem nada a ver com a do século XIX, nem com a da primeira metade do século XX. Não dá pra comparar. Nem isso é causa de 'colonialismo'. A Austrália é um país desenvolvido exportando basicamente commodities.
Não é por aí, ou seja, não é esse o problema. Na atual conjuntura, inclusive, as commodities parecem ser mais é solução. É claro que é desejável que não se exporte petróleo nem minério, e que tudo seja consumido/industrializado localmente, mas não é assim que o mundo funciona. Acredito que o tipo de mentalidade que embasa isso - e que você não adota normalmente - é em parte responsável pelo nosso atraso. Leva a Lei de Informática e outras bobagens retrógradas.
Já fui mais analítico mesmo, Carlos, ando um caco de tanto trabalhar....
Mas vou reunir forças e responder direitinho seu comentário!
Abs
A tese geral se sustenta. Um bom indicativo é observar as redes de transporte que o comércio do XIX e o atual geraram: redes extrovertidas (nas palavras do Milton Santos), negligência na conexão dos pontos do próprio território. Haviamos rompido com essa lógica durante o período desenvolvimentista, e agora estamos regredindo.
É disto que estou falando:
http://www.ocafezinho.com/2012/02/03/os-bons-numeros-do-comercio-exterior-brasileiro/
Abraços,
Carlos
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