Só agora estou lendo "O convidado surpresa", de Grégoire Bouillier. Comprei há algum tempo, mas com a correria do dia a dia e a tara que tenho por livros de história econômica e ciência política, fui deixando Bouillier junto a minha enorme pilha de literatura estrangeira. Sim, estrangeira, porque acabo devorando primeiro literatura brasileira.
Mas enfim. O que quero dizer aqui é que Bouillier atingiu já em seu segundo livro uma maturidade que muitos autores não alcançam. Por que?
Por um motivo muito simples: Bouillier, em "O convidado surpresa", relata seu primeiro encontro, seu longo relacionamento e a partida do amor que teve com Sophie Calle.
E foi justamente Sophie quem apresentou este livro de Bouillier, seu ex, durante a Bienal de Veneza, em 2007.
Tendemos a gostar daquilo que chancela nossas ideias. Pode ser chato admitir, mas é a mais pura verdade. O livro de Bouillier, tal qual Melville, Baudellaire e Lima Barreto, produziu este efeito em mim.
Estou adorando porque é o tipo de livro que eu adoraria ter escrito.
Um dia escreverei.

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