A Grécia, cuja economia está quebrada, oferece títulos públicos com vencimento em dez anos pagando, em troca, uma taxa de juros de 15,5% ao ano. Trata-se da maior taxa nominal de juros do mundo. Tudo bem, afinal, quem quer um título de um país falido, né não?
Agora, só uma coisa.
O Brasil, que é a cereja do bolo mundial, cresceu 7,5% no ano passado (menos apenas que China e Índia) e faz até a candidata europeia à secretaria-geral do FMI, Christine Lagarde, vir ao Brasil iniciar sua campanha, não está longe.
O governo brasileiro oferece uma taxa de juros de 12,6% ao ano para quem se dispuser a comprar nossos títulos públicos de dez anos. Sim, o mesmo título oferecido pela Grécia.
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E nossa taxa de juros continua subindo. Na semana que vem, o Banco Central (BC) deve elevar a Selic, a taxa de juros básica da economia, em mais 0,25 ponto percentual.

2 comentários:
O mundo capitalista nunca foi tão predatório. O resto do mundo não capitalista nunca foi tão violentado. O predatorismo se lança destruindo o homem. Quem ousar dasafiar o G7, o G8... Dança. O Brasil vai sendo esmagado pelos interesses dos rentistas. Nada importa. Não ouse crescer, dizem eles, em busca de lucros. A única coisa que se pode fazer para não desabar é ir recuando, aplicando alguma defesa... como adversários em uma exibição de brincadeira de uma luta de capoeira.
"Tem alguma inconsistência aí"
Taí um bom tema para uma reportagem investigativa. Quem ganha e quem perde com a queda da taxa de juros.
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