“Quando o óleo de baleia começou a perder força, 150 anos atrás, por falta de baleias, ninguém ficou subsidiando a criação delas para manter o fornecimento de energia”
De Richard Hoey, economista-chefe do BNY Mellon, o maior banco de custódia do mundo -- tem mais de US$ 25 trilhões em ativos, isso equivale a cinco vezes o Produto Interno Bruto (PIB) da China, o segundo maior do mundo.
Falei com Hoey tempos atrás, e a matéria foi publicada hoje, no Valor. Vale pensar em alternativas ao petróleo diante da disparada nos preços do barril do petróleo devido às turbulências na turma árabe, como Bahrein, Líbia e, agora, também a Arábia Saudita -- o barril fechou ontem a US$ 113,7.
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Se o mundo, de fato, migrar para um ou mais de um combustível alternativo, nos próximos dez a quinze anos, o que será do pré-sal?
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Hoje falo, por 1h15min, a turma de 20 trainees que o Valor está formando. Falarei sobre como descobrir e cultivar fontes.

4 comentários:
Caro João, há alternativas para o petróleo como combustível de automóveis. Inclusive, a melhor alternativa de todas: transporte coletivo. Mas para o uso do petróleo na indústria química e alimentícia, na agricultura e na aviação, não há alternativas razoáveis (redução radical no consumo, nessas áreas, significa mudança radical no estilo de vida). Então, a situação atual não é comparável com a dos tempos do óleo de baleia.
A situação é comparável sim, Patrick, e eu não estou aqui defendendo a opinião de um entrevistado. Mas veja que, tal qual as baleias, o petróleo é finito. Quer dizer, pode até ter mais petróleo no mundo do que achamos hoje, 15 de março de 2011, mas não muito mais.
Concordo totalmente contigo que o petróleo para indústria química e aviação ainda continuará crucial, mas que uma redução nos níveis de utilização só ocorrerá com uma mudança radical no consumo.
Vou além: para mudar o que temos hoje, apenas uma profunda revolução nos usos e costumos poderá alterar a rota. Um dia deixo minhas ideias sobre isso num post mais coeso, mas já adianto que o mundo, hoje, ainda não está preparado para essa revolução -- mas estará, em 10-12 anos.
Abração!
João,
Ansioso para saber como foi - e será - a aula para os trainees do Valor, :)!
Abração,
Luiz Henrique Mendes
A baleia acabou, essa foi a razão do desuso de seu óleo. Não foi o preço, mas a inexistência do óleo.
O pré sal é a continuidade da oferta do combustível mais viável econômica e funcionalmente. Mudar os postos de gasolina, refinarias e tudo o mais que está atrás do petroleo é algo para mais de... muito tempo!
O pré sal continuará a ser, na minha opinião, a fonte de redenção do Brasil, se mantidos os atuais marcos de exploração.
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