sábado, 29 de janeiro de 2011

Sobre a ebulição revolucionária na Tunísia, Egito, Iêmen, Argélia...

... não deixem de ler o que o Hugo Albuquerque, de O Descurvo, escreveu sobre o assunto.

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Outra coisa: o Blog está feliz com os desdobramentos da Revolução Tunisiana -- de fato, não se constituiu em um golpe militar, como temia o blogueiro, mas em uma revolução, com "r" maiúsculo mesmo.

Há razões, meus amigos e amigas, para ser otimista.

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Última coisa: agora todo mundo acredita no potencial do WikiLeaks?

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Atualização de domingo, às 11:32

Se tem uma coisa que o blogueiro faz, quando o assunto é Oriente Médio e, especialmente, ebulição nos países árabes, é consultar o que Robert Fisk está escrevendo no The Independent. Não só trata-se de um dos melhores textos da imprensa internacional, como Fisk é um dos poucos caras que escreve de lá. Vive em Beirute (Líbano, país que ele ama e o fez largar a Inglaterra), mas viaja por todos os países da região.

O texto de Fisk sobre as revoltas democráticas no Egito está um primor.

3 comentários:

Hugo Albuquerque disse...

Obrigado pela lembrança, João. Como eu disse, estamos diante de um cenário que lembra a luta por democratização na periferia da Europa nos anos 70 e, também, a batalha anti-imperialista e por liberdade no Leste Europeu de 15 anos mais tarde. Também lembra algo do que aconteceu na América do Sul na virada do século, embora aqui as coisas tenham sido mais tranquilas - em grande parte pela passagem institucional no Brasil de 2002, o que facilitou a vida dos movimentos populares pelo continente.

Ainda assim, existem singularidades nas rebeliões árabes: A importância da Internet como ferramenta de luta política - o fenômeno Wikileaks como deflagrador - e um caráter mais universal do que os movimentos que eu citei - apesar de todos eles já não serem mais mobilizações nacionais fechadas, mas sim transversais e entravam no campo da geopolítica, eles ainda não eram movimentos verdadeiramente globais, diferentemente daqui. Nesse caso, trata-se, sobretudo, de um clamor por uma organização multipolar do mundo, que não se consolidou pela ordem, portanto, vai nascer pela transgressão. Não é de política que falamos, tampouco de geopolítica, mas de cosmopolítica.

abraços

João Villaverde disse...

Na mosca, Hugo, exatamente.

Aliás, cara, você leu o que Robert Fisk escreveu sobre as revoltas no Egito? Acabei de linkar no post, dê uma olhada, você vai gostar.

Abração

Hugo Albuquerque disse...

Obrigado pela dica, João, acabei de lê-lo. Eu sou fã do Fisk e nesse momento ele é uma fonte essencial e este texto é primoroso - assim como é essencial manter o olho na Tharir Square pela Al Jazeera agora: ElBaradei está lá.

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