O primeiro-ministro da Rússia, Vladmir Putin, falou, hoje, que "não esperava tanta arrogância, grosseria e falta de ética dos Estados Unidos". Ele se refere, é claro, aos dados vazados pelo Wikileaks.
Wikileaks que, ontem, teve seu site tirado do ar pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Na segunda-feira, quando escrevi sobre o Wikileaks, chamei a atenção para o fato de ele ser o tiro final no soft power americano, deixando de pé apenas o hard power, isto é, o poderio militar e coercitivo. O fato de os EUA barrarem, ontem, o site do Wikileaks é uma demonstração clara de que eles estão se apoiando totalmente no poder dominante, da força.
Porque o poder dirigente, das ideias, já está levando tiro de todos os lados, como demonstra Putin.
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Antes que se consolide a impressão de que Putin é a rainha da Inglaterra em bondade, é bom dizer que sua frase está dentro de um contexto -- e um contexto perigosíssimo.
Um dos documentos vazados pelo Wikileaks dá conta da preocupação do governo americano, Hillary Clinton, secretária de Estado, à frente, quanto à "nefasta conexão" entre Putin e Silvio Berlusconi, premiê italiano.
Máfia italiana e máfia russa. Maravilha, não?

4 comentários:
Harry,
Digamos que no final das contas sobrou pra todo mundo que tem algum rabo preso e isso é gente pra carai
Sobrou para todo mundo, Luka. Resta ver, e isso só uns dois ou três meses dirão, se algo mudará na relação entre governantes e embaixadores americanos.
Beijos!
Não sei se algo de efetivo mudará na diplomacia internacional - pressionada pelo hard power dos EUA ela provavelmente vai tentar ao máximo esconder tudo isso debaixo do tapete. Só poderes como a Rússia ou China podem pensar em peitar os EUA.
Concordo, Luis, mas mesmo assim eles ainda não tem o hard power isolado necessário para tanto.
Mas se as guerras no Iraque e Afeganistão se arrastarem por mais três ou quatro anos, e a indústria de cópia de jatos russos, por parte da China, continuar a pleno vapor, como ocorre desde 1992, aí, amigo, é um abraço.
Saudações!
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