terça-feira, 17 de agosto de 2010

O trânsito em São Paulo

Sexta-feira foi de doer.

Saí da redação do Valor, que fica na zona oeste, para participar de almoço-palestra com Luiz Carlos Mendonça de Barros, na Vila Olímpia. Saí as 11h40min do jornal para conseguir chegar lá uma hora depois, dez minutos atrasado. Após o almoço e uma breve conversa com ele -- que gerou matéria, publicada ontem -- deixei o restaurante por volta das 14h30min. Cheguei no jornal 1h15min depois.

Pouco depois, às 16h30min, sai novamente, desta vez acompanhado do amigo Ivo Ribeiro, editor do caderno de Empresas do Valor, para entrevistar Benjamin Steinbruch, presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e presidente em exercício da Fiesp, agora que o Paulo Skaf deixou a federação para concorrer ao governo de SP. Iríamos entrevistar Steinbruch na Fiesp, que fica na Avenida Paulista, uns 40 minutos da redação.

No meio do caminho, ele mudou o endereço -- estava na sede da CSN, de onde preferia conversar. A mudança de rota não alterou muito o trânsito. Alcançamos a Vila Olímpia, onde fica a CSN, às 17h40min.

A entrevista atrasou, porque Benjamin estava ocupado. Chegou para conversar apenas as 18h30min, terminando tudo por volta das 19h50min.

Dali, ainda voltei ao jornal. Cheguei na redação apenas as 21h00, de onde saí quase 1h20min depois, em plena sexta-feira.

Mais que uma história de trabalho, meu amigos, esta é uma história de trânsito. Fiquei, ao todo, 4h35min dentro de um carro. Isso mesmo: quatro horas e trinta e cinco minutos em trânsito urbano para ir e voltar de duas entrevistas. Claro que o papo com o taxista, na primeira viagem, e a boa conversa com o Ivo e o seu Valmir, um dos motoristas do jornal, ajudaram a manter a mente sã.

Mas não é das coisas mais fáceis do mundo. Andar em São Paulo é praticamente impossível -- seja a pé, de bicicleta, de carro, de ônibus ou metrô. Ainda que o transporte coletivo seja bom, tendo em vista o tamanho da cidade e se compararmos com outras capitais, ainda são poucas estações de metrô e é preciso ampliar o número de ônibus circulando.

Seja como for, algo precisa ser feito sobre o trânsito em SP. É o maior custo econômico da mais rica capital latino-americana.

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A entrevista com Benjamin Steinbruch foi publicada hoje, na contracapa do Valor.

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Aos comentaristas: perdoem pela demora em responder os comentários. O blogueiro, como explicou no post, está numa correria só. Ontem foi outra, quando, além de fechar duas matérias -- a entrevista com Benjamin e uma outra, sobre inflação de commodities -- tive um almoço fora. Mesmo caso de hoje, quando almoço com fonte mais uma vez.

O tempo livre do blogueiro é gasto com posts -- ok, admito que poderia gastar com coisas mais saudáveis, como comer com calma e, eventualmente, dormir -- e fico com pouco tempo para responder. Mas leio tudo. E continuo lendo todos os dias os blogs que indico aqui do lado direito do Blog, que estão à todo o vapor.

Juro que se ao menos o trânsito em SP fosse mais tranquilo, o botafoguense aqui teria mais tempo ocioso para responder com a calma que vocês merecem.

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