Vivemos em um país em que os jovens já nascem conservadores, e se tornam ainda mais conservadores conforme envelhecem. São incentivados pelo anacronismo e pelas facilidades a evitar o pensamento crítico. O escapismo é a ordem e o progresso é a intolerância.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Fim de expediente
Perdão pela palavra. Mas o Dio era foda. Dentre os vocalistas de rock, ele, seguramente, era o que tinha a voz mais ampla. Conseguia segurar melodias suaves ao piano e, no instante seguinte, partir para o vozerão, acompanhado de guitarra e bateria. Ronnie James Dio tinha 1m63, pouco cabelo -- o que, para um roqueiro, significa muito -- e não era dos mais bonitos, o que não o ajudava nos anos 80, quando o músico, antes de saber tocar, tinha que ser bonito. Mas nada disso importava. Dio foi das figuras mais importantes da música: ele criou o gesto disseminado mundialmente do metal, aqueles chifrinhos com as mãos, além de ter pertencido a duas das maiores bandas do estilo -- Rainbow e Black Sabbath.
Uma das minhas preferidas da fase solo, "Mystery", do disco Last in Line, de 1984. O clipe abaixo, além de acompanhar a música, também serve para resgatar os anos 80: o clipe é absolutamente ridículo e, como todos dos anos 80, tenta contar uma história. Agora tudo é lenda.
Bom fim de expediente a todos.
3 comentários:
Marcus Augusto
disse...
melhor fase do black sabbath foi com dio. e tenho di(t)o.
Pois pra mim o Black Sabbath só existe até o Born Again, disco com o Ian Gillan.
O Dio tinha personalidade própria, mas Ozzy no Sabbath engolia ele. Não dá pra comparar nada que ele tenha feito no Sabbath com qualquer coisa da fase Ozzy. O Sabbath da fase Ozzy é o mais sólido e importante pilar do heavy metal e de todas as variantes horríveis que se desdobraram dele.
Concordo contigo, Leo Bernardes. O Dio só foi convidado para ser cantor do Sabbath porque o Sabbath existia. E o Sabbath só existe porque teve Ozzy.
Nada que o Sabbath fez ou qualquer um dos membros solo fizeram depois supera discos monumentais como Master of Reality ou, meu preferido, Sabbotage. Aquilo é obra prima.
Dio foi importantíssimo para o Black Sabbath e para a música. São dois discaços, especialmente o primeiro, Heaven and Hell, ainda que não superem a fase Ozzy -- não se comparam talvez seja mais justo.
Mas o Sabbath não acabou depois que o Gillan gravou o Born Again, Léo. Veio muita merda depois sim, mas tem disco, perdido no meio daquele lixo, que vale muitíssimo a pena: o Dehumanizer, que, não por coincidência, teve o Dio, que voltou para o Sabbath dez anos depois de ter sido demitido só para gravar esse disco.
Tem também, mas aí admito que é preciosísmo da minha parte, alguma coisa interessante no Headless Cross, de 1989, mas o disco é inconsistente.
3 comentários:
melhor fase do black sabbath foi com dio. e tenho di(t)o.
Pois pra mim o Black Sabbath só existe até o Born Again, disco com o Ian Gillan.
O Dio tinha personalidade própria, mas Ozzy no Sabbath engolia ele. Não dá pra comparar nada que ele tenha feito no Sabbath com qualquer coisa da fase Ozzy. O Sabbath da fase Ozzy é o mais sólido e importante pilar do heavy metal e de todas as variantes horríveis que se desdobraram dele.
O Dio vale por ele mesmo.
Concordo contigo, Leo Bernardes. O Dio só foi convidado para ser cantor do Sabbath porque o Sabbath existia. E o Sabbath só existe porque teve Ozzy.
Nada que o Sabbath fez ou qualquer um dos membros solo fizeram depois supera discos monumentais como Master of Reality ou, meu preferido, Sabbotage. Aquilo é obra prima.
Dio foi importantíssimo para o Black Sabbath e para a música. São dois discaços, especialmente o primeiro, Heaven and Hell, ainda que não superem a fase Ozzy -- não se comparam talvez seja mais justo.
Mas o Sabbath não acabou depois que o Gillan gravou o Born Again, Léo. Veio muita merda depois sim, mas tem disco, perdido no meio daquele lixo, que vale muitíssimo a pena: o Dehumanizer, que, não por coincidência, teve o Dio, que voltou para o Sabbath dez anos depois de ter sido demitido só para gravar esse disco.
Tem também, mas aí admito que é preciosísmo da minha parte, alguma coisa interessante no Headless Cross, de 1989, mas o disco é inconsistente.
Abração
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