sábado, 14 de novembro de 2009

Brasil chega forte em Copenhague

O governo acerta e dá um passo gigante ao anunciar meta de reduzir em até 38,9% as emissões de gases que causam o aquecimento global. Segundo caracterizou o Estadão, a meta brasileira é a "mais radical dos emergentes" e causará um impacto forte no cenário internacional.

Para cumprir a meta, o país terá de reduzir o desmatamento da Amazônia em 80% e o do cerrado em 40% até 2020, tendo o ano de 2005 como base. Será um avanço tecnológico, cultural e político imenso. Mais que isso: tudo ocorrerá no mesmo período em que teremos o pré-sal, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.

A reunião que se realizará em Copenhague, Dinamarca, no próximo mês, é crucial para o jogo mundial de redução do aquecimento global. Já passou da hora dos países ricos e emergentes apresentarem -- e cumprirem -- metas. A meta brasileira, além de ousada, é, simbólicamente, uma grande tacada diplomática. Deixa os outros dois grandes emergentes, China e Índia, numa situação de constrangimento, caso não apresentem compromissos.

Mais que isso, o Brasil abre um capítulo importantíssimo na história mundial. Podemos, em Copenhague, pela primeira vez, deixar Kyoto (1997) para trás.

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