sexta-feira, 24 de abril de 2009

A decadência de um modelo

A situação da General Motors (GM) é grave. Esta semana marcou mais um passo rumo à falência da maior montadora de automóveis do século XX e início do século XXI, o símbolo máximo do capitalismo liberal americano, soberano principalmente a partir dos anos 70.

Na quinta-feira, a GM anunciou aos seus funcionários e ao mercado o fechamento temporário de 13 das 20 fábricas que mantém nos Estados Unidos, seu país sede. Quando uma fábrica ganha mais de porta fechada do que com funcionário operando máquina, é porque a coisa está feia. Isso é regra geral e se aplica nesse caso também.

Um dia antes, o governo concedeu mais US$ 2 bilhões para a GM, em operação que só foi assumida hoje, sexta-feira. O novo empréstimo se soma aos US$ 13,4 bilhões conseguidos pela montadora no ano passado para não falir. Neste ano, a GM pediu ao governo do presidente Barack Obama outros US$ 16,6 bilhões em empréstimos.

A General Motors tem até o dia 1º de junho para apresentar um plano de reestruturação operacional e financeira para evitar a falência. Até lá, o governo americano se compromete a ajudar com novas injeções bilionárias de dólares - na esperança de serem um dia honrados.

O fim da GM, mais que qualquer falência de uma mega-empresa, funciona mais como um símbolo. O símbolo de uma era que cometeu suicídio.

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