domingo, 29 de março de 2009

Domingo

Foto de Tara Todras, da Associated Press
Nessa semana que passou, a Força de Defesa israelense admitiu ter matado 309 civis inocentes, entre eles 189 crianças e jovens com menos de 15 anos, durante o recente massacre promovido contra os palestinos sitiados na Faixa de Gaza.
O ataque começou no dia 27 de dezembro de 2008, usando como justificativa o fato de estar revidando o lançamento de foguetes por parte do Hamas, movimento político eleito democraticamente pelos palestinos de Gaza, em janeiro de 2006. O Hamas não reconhece o Estado de Israel. E mais que isso: a pequena faixa de terra conhecida como Gaza está totalmente bloqueada desde 2007 por parte das tropas israelenses. Só entra comida, bebida, combustível e remédio se Israel deixar. O cerco se manteve mesmo após o Hamas e Israel terem concordado em cessar-fogo por seis meses, a partir de junho do ano passado.
Mesmo assim, Israel também desrespeitou o cessar-fogo, assassinando três palestinos em Gaza, no dia 04 de novembro (quarenta e dois dias antes do fim do acordo de cessar-fogo). O Hamas esperou o fim do acordo e retomou o lançamento de foguetes. Israel então, inflamado pela irracionalidade racista e belicista, decidiu invadir e bombardear Gaza.
Foram 21 dias de massacre. Ao todo, 1.434 palestinos foram mortos. Desses, 960 civis eram civis (já computadas as 309 crianças que o exército admitiu), 239 policiais e 235 militantes do Hamas.
Hoje, domingo gostoso aqui no Brasil, a situação é pouco diferente por lá: Gaza continua com o bloqueio econômico imposto por Israel e destruída após os ataques. Israel, por seu lado, formou uma coalização de direita com extrema-direita e inicia uma fase ainda mais radical.
A vida continua, claro. Hoje é domingo.

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