A semana será toda das eleições nos Estados Unidos. Mas a notícia da fusão do Unibanco com o Itaú servirá para tomar boa parte dos holofotes nacionais - já bastante ocupados com a emocionante final da temporada na Formula 1.
Impressões iniciais:
As conversas entre os dois bancos já ocorriam há tempos. O Unibanco já negociava uma operação de fusão desde agosto do ano passado.
O presidente do Unibanco, Pedro Moreira Salles, esteve bem perto de um acordo com Roberto Setúbal, presidente do Itaú ao menos uma vez. A operação quase terminou pela incapacidade dos Setúbal de aceitar uma "co-gestão".
Os dois bancos sempre foram excessivamente liderados por suas respectivas famílias. Mas o processo recente - iniciado em 2006 - de descentralização decisória no Itaú abriu espaço para mudanças importantes na gestão do banco. Foram criadas novas diretorias, novos braços gerenciais, ocupados por técnicos - todos funcionários de carreira do banco.
O avanço nas negociações se deu quando Pedro conseguiu contornar a intransigência Roberto em aceitá-lo como sócio, e não como empregado. Por isso, fusão e não aquisição.
Juntos, Pedro e Roberto compõem agora o maior banco privado do Brasil, da América Latina e um dos 20 maiores grupos financeiros do mundo. Mundo esse que vive uma das maiores crises financeiras da história. História que está sendo reescrita, uma vez que pela primeira vez desde 1808, o Banco do Brasil (BB) não é mais o maior banco do país.
E a concentração bancária?

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